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Após se aposentar, voluntária descobre um novo mundo na Casa de Apoio da AMEO

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Foi passando na Rua Dr. Vila Nova rumo à Santa Casa de São Paulo, que Maria do Socorro Pereira, de 59 anos, viu pela primeira vez a Casinha. Ela estava em busca de algum trabalho voluntário que pudesse fazer na Santa Casa, mas antes que chegasse, deparou-se com a plaquinha pendurada na fachada que dizia ser uma casa que recebe pacientes aguardando por um transplante de medula óssea.

Curiosa com o trabalho que a Casinha faz, Socorro entrou e logo conheceu a Malu, assistente social. Com ela, Socorro descobriu que a Casa de Apoio também aceitava voluntários. Era necessário apenas assistir a um curso e ter muita vontade de fazer o bem. E isso Socorro tem de sobra. Então a partir de abril de 2017, ela começou a ser voluntária na Casa de Apoio e está lá até hoje.

O desejo de virar voluntária apareceu depois de se aposentar, ela trabalhava com Segurança Pública. Segundo Socorro ela adora com o que pode trabalhar hoje. “Durante muito tempo eu trabalhei com pessoas que iam em busca de morte, viviam no mundo da criminalidade todos os dias. E aqui é o inverso, as pessoas buscam à vida, buscam tratamento, eles querem viver”, explica.

Segundo Ingrid Pitta, funcionária da Casinha, depois que Socorro chegou a rotina da Casinha mudou para melhor. “O atendimento dela com os pacientes é muito bom. A presença dela aqui nos ajuda bastante, na nossa rotina diária, ela auxilia muito, em todas as funções que contribui”, conta Ingrid. A funcionária ainda completa que “como pessoa ela é maravilhosa, atenciosa, companheira, preocupada. Ela faz uma diferença imensa aqui, pelo conhecimento e experiência dela”.

Maria do Socorro conta que ir ajudar como voluntária na Casinha toda semana tem feito bem a ela também. “Eu gosto de vir aqui todos os dias, de alguma maneira eu me sinto útil em poder colaborar de alguma forma, com algum trabalho. É bom para mim ocupar um período do meu tempo fazendo o bem”, conta Socorro. Ela diz ainda que após o trabalho criou mais empatia. “Em mim o trabalho está modificando muita coisa, a maneira de ver o próximo, de estar se colocando no lugar da outra pessoa”.

A voluntária conta que os melhores dias são os que têm mais pacientes na Casa, como nas confraternizações. “Gosto da Casinha por esse contato, ambiente de aconchego que tem aqui. Gosto do contato com os pacientes, com o pessoal que passa por aqui”, diz ela. Socorro conta que sempre que um paciente chega ela faz questão de os receber com muito carinho. “Eles chegam aqui e a gente procura recebê-los bem, convidar para tomar café e ali surgem várias conversas. E eu posso conhecê-los um pouco mais, isso me faz muito bem”, finaliza a voluntária.

Textos e fotos: Andressa Villagra