Minissérie Amigos da Medula: Ricardo Vogel

Minissérie Amigos da Medula: Maria Tereza
3 de fevereiro de 2021

Minissérie Amigos da Medula: Ricardo Vogel

Eu conhecia a AMEO, por meio de um grupo de amigos que já realizavam ações beneficentes em prol da Associação, quando em junho de 2018 minha esposa foi diagnosticada com Leucemia, o que fez nossa história se aproximar ainda mais.

Em novembro de 2018, quando minha esposa estava às vésperas de realizar o transplante de medula óssea, fizemos uma feijoada beneficente, e a ação foi muito emocionante. Desde esse dia, passei a me interessar mais pelo assunto e a realizar visitas mais frequentes à AMEO, verificando a necessidade das pessoas e, então, fazendo pequenas ações voltadas a ajudar.

A partir do momento que passei a conhecer mais as pessoas que trabalham na AMEO, pude constatar que o trabalho é muito sério e, o que é mais importante, bastante humanizado. A preocupação, o carinho e a empatia que vejo no trabalho que é feito, me fazem querer ajudar sempre mais.

Eu estou tentando ajudar em tudo que posso. As necessidades que as pessoas têm é muito grande e por isso gostaria de ajudar ainda mais. É claro que fico bastante feliz e realizado em poder amenizar um pouco o sofrimento e as dificuldades das pessoas que tanto precisam. Se cada um fizesse um pouquinho mais, conseguiríamos ajudar mais pessoas.

Esse ano foi diferente para todas as pessoas em todos os sentidos, porém o tratamento de saúde daqueles que precisam não pode parar. Essas pessoas tiveram que se adaptar, ter ainda mais cuidado e se reinventar para poder dar continuidade. Nesse sentido, eu também tentei fazer diferente e não deixar de ajudar. Ao invés de realizarmos almoços beneficentes, fizemos as rifas de camisas de times, sendo que o resultado foi ótimo.

O interesse e a colaboração por ações sociais aumentam quando as pessoas vivenciam essas situações em alguém próximo, seja um familiar ou um amigo. Eu acho que a palavra que mais se encaixa nessa filosofia de vida é a empatia. Lembrar que muitas pessoas, que às vezes não têm o que comer ou como realizar um tratamento adequado, precisam muito de ajuda.

Quando falamos de ajudar ao próximo não significa se dedicar integralmente ou fazer grandes doações, mas o pouco que conseguimos fazer já significa muito para aquele que precisa.

Durante o tratamento da minha esposa nós recebemos a ajuda de muitas pessoas e de todas as formas possíveis. Algumas dedicaram seu tempo fazendo uma doação de sangue ou uma oração ao se deitar. Outras com um telefonema ou uma visita. Até mesmo caronas para visitar minha esposa ou um almoço de domingo feito com amor e carinho.

Tudo isso me fez perceber que precisamos de todos os tipos de ajuda. E que mesmo tendo estrutura familiar e financeira é uma situação extremamente difícil. Conhecemos muitas histórias dentro do hospital e percebemos que nosso problema não é o pior. E que independentemente daquilo que estamos passando, sempre podemos ajudar ao próximo.

E a partir de então, tentamos contribuir para que o fardo de alguém que necessita seja um pouco mais leve, dedicando um pouquinho do nosso tempo e da nossa energia.

Essa carta foi escrita a partir de entrevista com o voluntário e editada afim de adequar o texto ao gênero.